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sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Síndrome do Irmão do Filho Pródigo


E o seu filho mais velho estava no campo; e quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar. E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;
Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se. Lc. 15:25-32

Vejo na figura deste irmão mais velho algumas características de pessoas que estão hoje ocupando os bancos e/ou cadeiras de templos ditos evangélicos.

1. Não se envolvem na alegria dos outros.

Há pessoas que não se alegram com os que tem alegria. Enquanto o pai festejava o retorno do filho perdido, o mais velho estava indignado. A inveja, o ciúme, a dureza de coração o impediu de entrar na festa. A crise que impede o crescimento de muitas igrejas hoje é em grande parte causada pelo não envolvimento de muitos membros que fazem parte da família, mas não se envolvem nem em dia de festa. Não basta ser crente é preciso participar.

2. Não tem intimidade com os irmãos nem com o pai

A mentalidade do irmão mais velho era de escravo e não de filho, ele não tinha intimidade com o pai nem com o irmão. A verdade é que mesmo estando em casa o filho mais velho estava tão distante do pai quanto o filho mais novo. Essa é a realidade de muitos, que mesmo estando na igreja, não tem intimidade com Deus, nem com os irmãos, vivendo isolados como se se bastassem a si mesmos. Como o pai afirmou, tudo era dele, mas mantinha-se distante.

3. Vivem  apontando os pecados alheios e fazendo acusações

O pai tenta convencê-lo mostrando que era justa a festa, mas ele permanece indignado, lembrando o pai das faltas e pecados do irmão que acabara de regressar. A verdade é que o pai nem lembrava mais disso. A Bíblia diz que Deus lança os nossos pecados no mar do esquecimento e deles já não se lembra mais (Mq.7:19)
O diabo é o nosso acusador, segundo a Bíblia (Ap.12:10), mas alguns irmãos trabalham para ele sem perceber. Vivem a apontar faltas alheias, acreditam piamente que estão na igreja para tirar o cisco do olho do outro, mas esquecem que para isso precisam tirar a trave do seu (Lc.6:41). Há apenas um Justo Juiz (II Tm. 4:8), aquele que morreu na cruz do calvário.

Conclusão: O pior doente é aquele que não admite a enfermidade e não quer ser tratado. Que Deus nos livre desta síndrome. Que Deus tenha misericórdia de nós.

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