Páginas

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Eu Escolhi Esperar no Avivamento Bíblico em Feira de Santana-BA


Eu Escolhi Esperar no Avivamento Bíblico em Feira de Santana-BA

No dia 06 de agosto próximo o Ministério Eu Escolhi Esperar realizará um Seminário na Igreja Evangélica Avivamento Bíblico em Feira de Santana, Av. Senhor dos Passos, 26.
O Ministério Eu Escolhi Esperar tem sua sede em Vila Velha\ES e começou suas atividades oficialmente em março de 2011. Desde essa data já reuniu mais de 100 mil jovens em encontros organizados em todo o Brasil e no mundo. O Ministério é liderado pelo Pr. Nelson Neto Júnior e por uma equipe de colaboradores de tempo integral e voluntários.

Conforme declaração do Ministério Eu Escolhi Esperar, ele atua em duas áreas específicas: sexualidade e vida sentimental. Com o objetivo de encorajar, fortalecer e orientar adolescentes, jovens e pais sobre a necessidade de viver uma vida sexualmente pura e emocionalmente saudável, valorizando a importância de saber esperar o tempo certo, a pessoa certa e a forma certa de se viver as experiências nestas duas áreas da melhor forma possível.

O Seminário é uma oportunidade para toda a família, inclusive os adultos, e não apenas jovens e adolescentes, de aprenderem sobre a importância de esperar e ouvir a voz de Deus.  Vale a pena esperar pela vontade e direção de Deus em TODAS as áreas de nossas vidas, inclusive na área sentimental, emocional e sexual.

Sua escolha não depende do que você já fez no passado. Ela depende de qual será a sua postura daqui pra frente. Deus é um Deus de recomeços e novas chances. Sua vida será impactada pelas ministrações dos louvores e da Palavra. PARTICIPE!

Pr. Valdivan Conceição Nascimento
Pastor titular da Igreja Evangélica Avivamento Bíblico
Campo Eclesiástico Central em Feira de Santana

Data: 06 de agosto de 2016

Horário: Das 15h às 21:30h (Três palestras com dois intervalos)

Local: Igreja Evangélica Avivamento Bíblico – Av. Sr. Dos Passos, 26 Centro

Investimento: R$ 25,00

Locais de vendas de Ingressos:

·         Livraria Evangélica Gamaliel - Rua Hermínio Santos, 400 Sala 05, Centro
·         Livraria Evangélica Proclamai - Av. Sr. dos Passos, 797 Centro
·         Livraria Evangélica A Fonte - Rua Comandante Almiro, 132 Centro
·         Central Mix - Shopping Boulevard
·         Secretaria da Igreja - Seg a Sex das 08h às 12h. Av. Sr. dos Passos, 26




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A hipocrisia de Eduardo Cunha


Hipocrisia
Definida como ato ou efeito de fingir ou dissimular os verdadeiros sentimentos, pensamentos e intenções, a hipocrisia é a falsidade ou o fingimento em ação. É usar uma máscara para fazer parecer o que não se é com o intuito deliberado de ludibriar os incautos.
Enquanto na Terra esteve, Jesus orientou seus discípulos a fugirem da hipocrisia, o fermento dos fariseus (uma seita judaica da época). Aqueles homens não faziam outra coisa a não ser tentar parecer às pessoas o oposto do que eram interiormente. Jesus os chamou de sepulcros caiados, que por fora eram formosos, mas por dentro estavam cheios de imundícia (MT. 23).
No dia de hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment contra a presidente da República. Nada contra, a não ser pela HIPOCRISIA que permeia esse processo.
Esse senhor, temendo sofrer cassação pela Comissão de Ética da Câmara por ter mentido sobre a existência de contas suas na Suiça, recheadas com milhões de dólares de origem duvidosa e já enfrentando processo impetrado pela Procuradoria Geral da República, por estar implicado na corrupção da Petrobrás, veste uma capa e uma máscara de paladino da democracia, de defensor da moralidade e da ética na política e inicia um processo desse, tão abalador da ordem política no país, motivado pela vingança e desejo de retaliação, por não ter conseguido que deputados do PT garantissem o voto a seu favor contra a continuidade da investigação que tramita na comissão de Ética sobre sua quebra de decoro parlamentar.
Estamos assistindo o sujo tentando "impedir" o mal lavado. Eduardo Cunha não tem moral para conduzir um processo como esse. Falta-lhe a autoridade que tem aqueles que são irrepreensíveis, que tem uma biografia sem manchas, aqueles que não dizem: "façam o que eu digo", mas que podem dizer: "façam como eu faço ". Jesus diria para Eduardo Cunha: " Tira a trave que está no teu olho e aí poderá tirar o cisco que está no olho do teu irmão.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Carta aberta aos que se acham "acima da média"


Com enorme surpresa e inevitáveis náuseas tenho lido, visto e ouvido certas pessoas ditas evangélicas virem a público anunciarem aos quatro ventos que são seres superiores, acima da média, poderosos anjos acima de meros mortais. Falo, sobretudo, de cantores e também pastores, que se julgam evangélicos e tem arrotado aqui e ali a sua prepotência e orgulho. Digo que se julgam, pois penso que pessoas que chegam a tal extremo nunca conheceram o verdadeiro evangelho. Perdeu-se de tal forma o temor, ou melhor, a máscara caiu tão completamente que essas pessoas não conseguem mais esconder as obras da carne que abrigam no coração. Sepulcros caiados que dizem adorar a Deus, mas buscam apalusos para si próprios. Faz-se necessário dizer:
1. Lembrem-se que Deus não dá a sua glória a ninguém. Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes.
2. Lembrem-se que o Senhor a quem dizem servir disse: aprendei de mim pois sou manso e humilde de coração.
3. Lembrem-se que o orgulho transformou anjos em demônios. 
4. Lembrem-se que seremos condenados ou justificados por nossas palavras, ainda que frívolas. A boca fala do que está cheio o coração.
5. Lembrem-se que o narcisismo e a ostentação tem levado muitos para ruína e destruição. O caminho do sucesso é a senda da humildade.
6. Lembrem-se que para crescer não se faz necessário humilhar ninguém. Aprenda a reconhecer as qualidades alheias. Tirem os olhos de admiração um pouco do espelho.
7. Lembrem-se que João Batista, aquele que Jesus disse ser o maior dentre os nascidos de mulher, declarou: convém que Ele cresça e eu diminua.
8. Lembrem-se que não é possível servir a dois senhores. Abandonem Mamon. Não ponham a confiança na incerteza das riquezas. 
9. Lembrem-se que o Reino dos Céus pertencem aos pobres de espírito, os humildes. Por isso, não busque a sua própria glória. Não gaste todo tempo falando de você. Fale de Jesus. Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória. Os elogios que receber, leve-os ao calvário, dedique-os a Jesus, o crédito e o mérito são dele. Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas.
10. Antes de vir a público em vídeos e/ ou redes sociais diversas externar a soberba e tentar humilhar outros, pense no mico que vai pagar. O orgulho precede a queda e a altivez de espírito a ruína. E a queda de muitos parece não ter fim, pois no poço do orgulho não há fundo.

Que Deus nos ajude a viver conforme a dignidade do Evangelho e segundo as pisadas do nosso Mestre Jesus.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Persevere até o fim


"O fim das coisas é melhor que o princípio delas." Eclesiastes 7:8

Começar bem é bom, mas terminar bem é infinitamente melhor. Nenhum atleta é premiado se não completar a prova. Alguns começam de forma excelente, mas não mantém o desempenho até o fim e muitas vezes acabam por ficar fora do pódio.

Tenho visto muitos começarem a caminhada cristã cheios de alegria e entusiasmo para depois abandonarem a fé no evangelho que abraçaram.

Tenho visto muitos começarem o casamento com pompa, festa e alegria para depois procurarem a justiça em busca de divórcio, na maioria das vezes, litigioso.

Tenho visto pastores começarem o ministério com uma visão do Reino e de Deus, com humildade e amor, para depois se transformarem em tiranos egoístas, avarentos cruéis que anseiam somente aproveitar da lã das ovelhas. Líderes que começaram pelo Espírito, mas terminaram pela carne (Gl.3:3).

Há aqueles que hoje vivem da glória do passado, das lembranças do sucesso que tiveram um dia, do saudosismo de um tempo de comunhão com Deus, tempo que não existe mais. Pessoas que ficaram pelo caminho, não prosseguiram em seu compromisso nem levaram à cabo os seus votos.

Essa é uma das marcas dessa geração. Pessoas que tudo começam, mas nada terminam.

A Bíblia Sagrada nos ensina:

1. Não despreze o dia dos pequenos começos (Zc.4:10). É melhor o fim do que o começo.

2. Aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt.10:22)

3. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida (Ap.2:10).

4. Corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, Autor e Consumador da nossa fé. (HB.12:1-2).

5. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão vê nas orações (At. 2:42).



quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Perigo do Orgulho


O orgulho é um perigo e tem sido a causa do fracasso de muitas pessoas. Todo pecado é danoso, mas existem alguns como o orgulho que ensejam outros erros, como um abismo chamando outro abismo. Suas consequências são terríveis e sua vítima, tomada de um alto conceito sobre si mesma (Rm. 12:3), é incapaz de perceber ou reconhecer o mal que lhe aflinge.

A Bíblia usa as seguintes expressões para falar do orgulho: soberba, vanglória, altivez de espírito, jactância e vaidade. Podemos definir o orgulho como o alto conceito que uma pessoa tem si de tal forma que o leva a humilhar os outros.

O Perigo do Orgulho

1. O orgulho precede a queda (Pv. 16:18), a soberba do homem o abaterá (PV. 29:23).
2. Deus resiste aos soberbos (I Pe. 5:5-6).
3. Os orgulhosos serão humilhados (Mt. 23:12).
4. O orgulho distancia o homem de Cristo, que é manso e humilde de coração (Mt. 11:28-30).
5. O orgulho associa o homem ao diabo, pois o primeiro a orgulhar-se foi Lúcifer (Ez. 14:2,17).
6. O orgulho rouba a glória que pertence a Deus (Is. 48:11).
7. O orgulho é idolatria (Rm. 12:3; Pv. 27:2).
8. O orgulho impede o homem de ser justificado (Lc. 18:14).
9. O orgulho leva o homem a querer aparecer em tudo (Mt. 23:5-7; Jo. 3:30).
10. O orgulho é a primeira das sete coisas que Deus abomina (Pv. 6:16-19).



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Do que se queixa o homem?


A atitude muito comum da humanidade é tentar procurar um culpado sempre que algo não acontece da forma esperada. Transferir responsabilidade e culpa é algo que faz parte da natureza humana pecaminosa.

Porém a verdade é que a nossa vida é resultado das nossas escolhas. A nossa vida é fruto da sequência de acertos e erros que vamos acumulando em nossa história.

A vida é uma semeadura. É um constante plantar e colher. Se porventura, alguém não está contente com aquilo que está colhendo, olhe para trás e veja o que plantou, porque de Deus ninguém zomba, o que o homem plantar isso mesmo vai colher (Gl. 6:4).

O homem tem que se queixar é dos seus próprios pecados,  da sua própria irresponsabilidade e falta de sabedoria. Cada um tem que fazer um exame de consciência e assumir os próprios erros.

Havia em Israel um ditado que dizia: os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos é que embotaram. Mas Deus determinou que nunca mais se dissesse isso em Israel, porque a alma que pecar essa morrerá (Jr.18:1-4).

Muitas pessoas se queixam de falta de amizade, mas nunca plantaram o companheirismo, se queixam de falta de compreensão, mas sempre foram intolerantes, se queixam de falta de graça, mas nunca a ofertaram quando podiam. É preciso entender que o mundo dá voltas e que a consequência dos nossos atos cairão sobre nós mesmos. Não adianta culpar Deus, o diabo, cônjuge, filhos, pais, amigos, patrão, igreja ou quem quer que seja. Cada um se queixe dos seus próprios pecados (Lm.3:39)


terça-feira, 19 de maio de 2015

Encontro de Adoradores

A Equipe do Instituto Cristo para as Nações, com sede em Dalas, Texas/EUA estará ministrando louvores e pregando a Palavra de Deus no próximo dia 26 de maio às 19:30h na Igreja Evangélica Avivamento Bíblico em Feira de Santana, à Av. Sr. dos Passos, 26 Centro. Você e sua família são nossos convidados especiais! Será uma grande noite de louvor e adoração.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Esquecendo-me das coisas que para trás ficam

Ao longo da vida precisamos aprender a conviver com os fatos concretos e realizados do passado, com a realidade urgente do presente e com a necessária construção do futuro. Quem não aprende a valorizar cada um desses tempos (passado, presente e futuro) a partir de critérios sábios e pela ótica divina acaba perdendo-se na jornada da vida.

Nesse aspecto, viver preso ao passado talvez seja o problema que mais afeta homens e mulheres. Não raro, encontramos muitas pessoas paralisadas na vida, impedidas de prosseguir, porque apesar de desejarem seguir adiante não conseguem deixar de olhar para trás tal qual a mulher de Ló.

O apóstolo Paulo nós dá a sua receita: "Uma coisa faço", esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão adiante de mim, prossigo para o alvo (Fp. 3:12-14)

Desprenda-se de tudo que te puxa para trás. Corte as amarras do passado. Levante a pesada âncora que impede o seu barco de navegar e ganhe o mar aberto. Renuncie o ressentimento, abandone as lembranças que te perseguem e causam dor e sofrimento. Rejeite a mágoa, o ódio e a amargura.
Abra-se para novas experiências, acredite no Deus que não muda, mas permanece o mesmo para sempre.

O que passou não pode ser alterado, mas o futuro é um processo em construção.

Vamos em frente! Pra frente é que se anda!

sábado, 20 de julho de 2013

Feliz dia do Amigo




Não existe na vida riqueza maior
Que ter ao redor um amigo fiel.
Dê graças a Deus por tê-lo contigo,
Pois ter um amigo é um presente do céu

Neste dia feliz, de honrar os amigos
Conta comigo e com minha oração.
Pra todos eu mando um forte abraço
E acredite que faço de bom coração.

Valdivan Nascimento

terça-feira, 2 de julho de 2013

Um Engano Chamado "Teologia Inclusiva" ou "Teologia Gay"



Um Engano Chamado "Teologia Inclusiva" ou "Teologia Gay"
 Augustus Nicodemus Lopes

O padrão de Deus para o exercício da sexualidade humana é o relacionamento entre um homem e uma mulher no ambiente do casamento. Nesta área, a Bíblia só deixa duas opções para os cristãos: casamento heterossexual e monogâmico ou uma vida celibatária. À luz das Escrituras, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são vistas não como opção ou alternativa, mas sim como abominação, pecado e erro, sendo tratada como prática contrária à natureza. Contudo, neste tempo em que vivemos, cresce na sociedade em geral, e em setores religiosos, uma valorização da homossexualidade como comportamento não apenas aceitável, mas supostamente compatível com a vida cristã. Diferentes abordagens teológicas têm sido propostas no sentido de se admitir que homossexuais masculinos e femininos possam ser aceitos como parte da Igreja e expressar livremente sua homoafetividade no ambiente cristão.

Existem muitas passagens na Bíblia que se referem ao relacionamento sexual padrão, normal, aceitável e ordenado por Deus, que é o casamento monogâmico heterossexual. Desde o Gênesis, passando pela lei e pela trajetória do povo hebreu, até os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento, a tradição bíblica aponta no sentido de que Deus criou homem e mulher com papéis sexuais definidos e complementares do ponto de vista moral, psicológico e físico. Assim, é evidente que não é possível justificar o relacionamento homossexual a partir das Escrituras, e muito menos dar à Bíblia qualquer significado que minimize ou neutralize sua caracterização como ato pecaminoso. Em nenhum momento, a Palavra de Deus justifica ou legitima um estilo homossexual de vida, como os defensores da chamada “teologia inclusiva” têm tentado fazer. Seus argumentos têm pouca ou nenhuma sustentação exegética, teológica ou hermenêutica.

A “teologia inclusiva” é uma abordagem segundo a qual, se Deus é amor, aprovaria todas as relações humanas, sejam quais forem, desde que haja este sentimento. Essa linha de pensamento tem propiciado o surgimento de igrejas onde homossexuais, nesta condição, são admitidos como membros e a eles é ensinado que o comportamento gay não é fator impeditivo à vida cristã e à salvação. Assim, desde que haja amor genuíno entre dois homens ou duas mulheres, isso validaria seu comportamento, à luz das Escrituras. A falácia desse pensamento é que a mesma Bíblia que nos ensina que Deus é amor igualmente diz que ele é santo e que sua vontade quanto à sexualidade humana é que ela seja expressa dentro do casamento heterossexual, sendo proibidas as relações homossexuais.

Em segundo lugar, a “teologia inclusiva” defende que as condenações encontradas no Antigo Testamento, especialmente no livro de Levítico, se referem somente às relações sexuais praticadas em conexão com os cultos idolátricos e pagãos, como era o caso dos praticados pelas nações ao redor de Israel. Além disso, tais proibições se encontram ao lado de outras regras contra comer sangue ou carne de porco, que já seriam ultrapassadas e, portanto, sem validade para os cristãos. Defendem ainda que a prova de que as proibições das práticas homossexuais eram culturais e cerimoniais é que elas eram punidas com a morte – coisa que não se admite a partir da época do Novo Testamento.

É fato que as relações homossexuais aconteciam inclusive – mas não exclusivamente – nos cultos pagãos dos cananeus. Contudo, fica evidente que a condenação da prática homossexual transcende os limites culturais e cerimoniais, pois é repetida claramente no Novo Testamento. Ela faz parte da lei moral de Deus, válida em todas as épocas e para todas as culturas. A morte de Cristo aboliu as leis cerimoniais, como a proibição de se comer determinados alimentos, mas não a lei moral, onde encontramos a vontade eterna do Criador para a sexualidade humana. Quando ao apedrejamento, basta dizer que outros pecados punidos com a morte no Antigo Testamento continuam sendo tratados como pecado no Novo, mesmo que a condenação capital para eles tenha sido abolida – como, por exemplo, o adultério e a desobediência contumaz aos pais.

PECADO E DESTRUIÇÃO
Os teólogos inclusivos gostam de dizer que Jesus Cristo nunca falou contra o homossexualismo. Em compensação, falou bastante contra a hipocrisia, o adultério, a incredulidade, a avareza e outros pecados tolerados pelos cristãos. Este é o terceiro ponto: sabe-se, todavia, que a razão pela qual Jesus não falou sobre homossexualidade é que ela não representava um problema na sociedade judaica de sua época, que já tinha como padrão o comportamento heterossexual. Não podemos dizer que não havia judeus que eram homossexuais na época de Jesus, mas é seguro afirmar que não assumiam publicamente esta conduta. Portanto, o homossexualismo não era uma realidade social na Palestina na época de Jesus. Todavia, quando a Igreja entrou em contato com o mundo gentílico – sobretudo as culturas grega e romana, onde as práticas homossexuais eram toleradas, embora não totalmente aceitas –, os autores bíblicos, como Paulo, incluíram as mesmas nas listas de pecados contra Deus. Para os cristãos, Paulo e demais autores bíblicos escreveram debaixo da inspiração do Espírito Santo enviado por Jesus Cristo. Portanto, suas palavras são igualmente determinantes para a conduta da Igreja nos dias de hoje.

O quarto ponto equivocado da abordagem que tenta fazer do comportamento gay algo normal e aceitável no âmbito do Cristianismo é a suposição de que o pecado de Sodoma e Gomorra não foi o homossexualismo, mas a falta de hospitalidade para com os hóspedes de Ló. A base dos teólogos inclusivos para esta afirmação é que no original hebraico se diz que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (Gênesis 19.5) e não abusar sexualmente deles, como é traduzido em várias versões, como na Almeida atualizada. Outras versões como a Nova versão internacional e a Nova tradução na linguagem de hoje entendem que conhecer ali é conhecer sexualmente e dizem que os concidadãos de Ló queriam “ter relações” com os visitantes, enquanto a SBP é ainda mais clara: “Queremos dormir com eles”. Usando-se a regra de interpretação simples de analisar palavras em seus contextos, percebe-se que o termo hebraico usado para dizer que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (yadah) é o mesmo termo que Ló usa para dizer que suas filhas, que ele oferecia como alternativa à tara daqueles homens, eram virgens: “Elas nunca conheceram (yadah) homem”, diz o versículo 8. Assim, fica evidente que “conhecer”, no contexto da passagem de Gênesis, significa ter relações sexuais. Foi esta a interpretação de Filo, autor judeu do século 1º, em sua obra sobre a vida de Abraão: segundo ele, "os homens de Sodoma se acostumaram gradativamente a ser tratados como mulheres."

Ainda sobre o pecado cometido naquelas cidades bíblicas, que acabaria acarretando sua destruição, a “teologia inclusiva” defende que o profeta Ezequiel claramente diz que o erro daquela gente foi a soberba e a falta de amparo ao pobre e ao necessitado (Ez 16.49). Contudo, muito antes de Ezequiel, o “sodomita” era colocado ao lado da prostituta na lei de Moisés: o rendimento de ambos, fruto de sua imoralidade sexual, não deveria ser recebido como oferta a Deus, conforme Deuteronômio 23.18. Além do mais, quando lemos a declaração do profeta em contexto, percebemos que a soberba e a falta de caridade era apenas um entre os muitos pecados dos sodomitas. Ezequiel menciona as “abominações” dos sodomitas, as quais foram a causa final da sua destruição: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali” (Ez 16.49-50). Da mesma forma, Pedro, em sua segunda epístolas, refere-se às práticas pecaminosas dos moradores de Sodoma e Gomorra tratando-as como “procedimento libertino”.

Um quinto argumento é que haveria alguns casos de amor homossexual na Bíblia, a começar pelo rei Davi, para quem o amor de seu amigo Jônatas era excepcional, “ultrapassando o das mulheres” (II Samuel 1.26). Contudo, qualquer leitor da Bíblia sabe que o maior problema pessoal de Davi era a falta de domínio próprio quanto à sua atração por mulheres. Foi isso que o levou a casar com várias delas e, finalmente, a adulterar com Bate-Seba, a mulher de Urias. Seu amor por Jônatas era aquela amizade intensa que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo e sem qualquer conotação erótica. Alguns defensores da “teologia inclusiva” chegam a categorizar o relacionamento entre Jesus e João como homoafetivo, pois este, sendo o discípulo amado do Filho de Deus, numa ocasião reclinou a sua cabeça no peito do Mestre (João 13.25). Acontece que tal atitude, na cultura oriental, era uma demonstração de amizade varonil – contudo, acaba sendo interpretada como suposta evidência de um relacionamento homoafetivo. Quem pensa assim não consegue enxergar amizade pura e simples entre pessoas do mesmo sexo sem lhe atribuir uma conotação sexual.

“TORPEZA”
Há uma sexta tentativa de reinterpretar passagens bíblicas com objetivo de legitimar a homossexualidade. Os propagadores da “teologia gay” dizem que, no texto de Romanos 1.24-27, o apóstolo Paulo estaria apenas repetindo a proibição de Levítico à prática homossexual na forma da prostituição cultual, tanto de homens como de mulheres – proibição esta que não se aplicaria fora do contexto do culto idolátrico e pagão. Todavia, basta que se leia a passagem para ficar claro o que Paulo estava condenando. O apóstolo quis dizer exatamente o que o texto diz: que homens e mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza, e que se inflamaram mutuamente em sua sensualidade – homens com homens e mulheres com mulheres –, “cometendo torpeza” e “recebendo a merecida punição por seus erros”. E ao se referir ao lesbianismo como pecado, Paulo deixa claro que não está tratando apenas da pederastia, como alguns alegam, visto que a mesma só pode acontecer entre homens, mas a todas as relações homossexuais, quer entre homens ou mulheres.

É alegado também que, em I Coríntios 6.9, os citados efeminados e sodomitas não seriam homossexuais, mas pessoas de caráter moral fraco (malakoi, pessoa “macia” ou “suave”) e que praticam a imoralidade em geral (arsenokoites, palavra que teria sido inventada por Paulo). Todavia, se este é o sentido, o que significa as referências a impuros e adúlteros, que aparecem na mesma lista? Por que o apóstolo repetiria estes conceitos? Na verdade, efeminado se refere ao que toma a posição passiva no ato homossexual – este é o sentido que a palavra tem na literatura grega da época, em autores como Homero, Filo e Josefo – e sodomita é a referência ao homem que deseja ter coito com outro homem.

Há ainda uma sétima justificativa apresentada por aqueles que acham que a homossexualidade é compatível com a fé cristã. Segundo eles, muitas igrejas cristãs históricas, hoje, já aceitam a prática homossexual como normal – tanto que homossexuais praticantes, homens e mulheres, têm sido aceitos não somente como membros mas também como pastores e pastoras. Essas igrejas, igualmente, defendem e aceitam a união civil e o casamento entre pessoa do mesmo sexo. É o caso, por exemplo, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos – que nada tem a ver com a Igreja Presbiteriana do Brasil –, da Igreja Episcopal no Canadá e de igrejas em nações européias como Suécia, Noruega e Dinamarca, entre outras confissões. Na maioria dos casos, a aceitação da homossexualidade provocou divisões nestas igrejas, e é preciso observar, também, que só aconteceu depois de um longo processo de rejeição da inspiração, infalibilidade e autoridade da Bíblia. Via de regra, essas denominações adotaram o método histórico-crítico – que, por definição, admite que as Sagradas Escrituras são condicionadas culturalmente e que refletem os erros e os preconceitos da época de seus autores. Desta forma, a aceitação da prática homossexual foi apenas um passo lógico. Outros ainda virão. Todavia, cristãos que recebem a Bíblia como a infalível e inerrante Palavra de Deus não podem aceitar a prática homossexual, a não ser como uma daquelas relações sexuais consideradas como pecaminosas pelo Senhor, como o adultério, a prostituição e a fornicação.

Contudo, é um erro pensar que a Bíblia encara a prática homossexual como sendo o pecado mais grave de todos. Na verdade, existe um pecado para o qual não há perdão, mas com certeza não se trata da prática homossexual: é a blasfêmia contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir a Satanás o poder pelo qual Jesus Cristo realizou os seus milagres e prodígios aqui neste mundo, mencionado em Marcos 3.22-30. Consequentemente, não está correto usar a Bíblia como base para tratar homossexuais como sendo os piores pecadores dentre todos, que estariam além da possibilidade de salvação e que, portanto, seriam merecedores de ódio e desprezo. É lamentável e triste que isso tenha acontecido no passado e esteja se repetindo no presente. A mensagem da Bíblia é esta: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”, conforme Romanos 3.23. Todos nós precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos submetermos a Jesus Cristo, o Salvador, pela fé, para recebermos o perdão e a vida eterna.

Lembremos ainda que os autores bíblicos sempre tratam da prática homossexual juntamente com outros pecados. O 20º capítulo de Levítico proíbe não somente as relações entre pessoas do mesmo sexo, como também o adultério, o incesto e a bestialidade. Os sodomitas e efeminados aparecem ao lado dos adúlteros, impuros, ladrões, avarentos e maldizentes, quando o apóstolo Paulo lista aqueles que não herdarão o Reino de Deus (I Coríntios 6.9-10). Porém, da mesma forma que havia nas igrejas cristãs adúlteros e prostitutas que haviam se arrependido e mudado de vida, mediante a fé em Jesus Cristo, havia também efeminados e sodomitas na lista daqueles que foram perdoados e transformados.

COMPAIXÃO
É fundamental, aqui, fazer uma importante distinção. O que a Bíblia condena é a prática homossexual, e não a tentação a esta prática. Não é pecado ser tentado ao homossexualismo, da mesma forma que não é pecado ser tentado ao adultério ou ao roubo, desde que se resista. As pessoas que sentem atração por outras do mesmo sexo devem lembrar que tal desejo é resultado da desordem moral que entrou na humanidade com a queda de Adão e que, em Cristo Jesus, o segundo Adão, podem receber graça e poder para resistir e vencer, sendo justificados diante de Deus.

Existem várias causas identificadas comumente para a atração por pessoas do mesmo sexo, como o abuso sexual sofrido na infância. Muitos gays provêm de famílias disfuncionais ou tiveram experiências negativas com pessoas do sexo oposto.  Há aqueles, também, que agem deliberadamente por promiscuidade e têm desejo de chocar os outros. Um outro fator a se levar em conta são as tendências genéticas à homossexualidade, cuja existência não está comprovada até agora e tem sido objeto de intensa polêmica. Todavia, do ponto de vista bíblico, o homossexualismo é o resultado do abandono da glória de Deus, da idolatria e da incredulidade por parte da raça humana, conforme Romanos 1.18-32. Portanto, não é possível para quem crê na Bíblia justificar as práticas homossexuais sob a alegação de compulsão incontrolável e inevitável, muito embora os que sofrem com esse tipo de impulso devam ser objeto de compaixão e ajuda da Igreja cristã.

É preciso também repudiar toda manifestação de ódio contra homossexuais, da mesma forma com que o fazemos em relação a qualquer pessoa. Isso jamais nos deveria impedir, todavia, de declarar com sinceridade e respeito nossa convicção bíblica de que a prática homossexual é pecaminosa e que não podemos concordar com ela, nem com leis que a legitimam. Diante da existência de dispositivos legais que permitem que uma pessoa deixe ou transfira seus bens a quem ele queira, ainda em vida, não há necessidade de leis legitimando a união civil de pessoas de mesmo sexo – basta a simples manifestação de vontade, registrada em cartório civil, na forma de testamento ou acordo entre as partes envolvidas. O reconhecimento dos direitos da união homoafetiva valida a prática homossexual e abre a porta para o reconhecimento de um novo conceito de família. No Brasil, o reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo para fins de herança e outros benefícios aconteceu ao arrepio do que diz a Constituição: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (Art. 226, § 3º).

Cristãos que recebem a Bíblia como a palavra de Deus não podem ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que seria a validação daquilo que as Escrituras, claramente, tratam como pecado. O casamento está no âmbito da autoridade do Estado e os cristãos são orientados pela Palavra de Deus a se submeter às autoridades constituídas; contudo, a mesma Bíblia nos ensina que nossa consciência está submissa, em última instância, à lei de Deus e não às leis humanas – “Importa antes obedecer a Deus que os homens” (Atos 5.29). Se o Estado legitimar aquilo que Deus considera ilegítimo, e vier a obrigar os cristãos a irem contra a sua consciência, eles devem estar prontos a viver, de maneira respeitosa e pacífica em oposição sincera e honesta, qualquer que seja o preço a ser pago.

[Artigo publicado na revista Cristianismo Hoje]

Faça um blogueiro feliz!

Comente!

Poderá gostar também de

Related Posts with Thumbnails